Rules for whom don't think

RULES FOR WHO DON'T THINK: IF YOU DON'T LIKE WHAT I HAVE WRITTEN HERE: DON'T COME YOU HERE! EASY LIKE THIS!

Monday, December 03, 2007

Um Soldado.

Salvamento pelo telefone (Máteria do Fantástico)
Isto é coisa boa de se ver e orgulhar!!!

Uma história emocionante e gratificante. Você vai ver como é bom saber que existe gente disposta e preparada para prestar ajuda nos momentos mais difíceis.


Uma história emocionante e gratificante. Você vai ver como é bom saber que existe gente disposta e preparada para prestar ajuda nos momentos mais difíceis.

“Emergência 190”, atendeu o soldado da PM (SC) Cilézio Ramos.

No dia 19 de outubro, o soldado Cilézio Ramos atendeu uma ligação que marcaria para sempre a vida dele e mudaria o destino de toda uma família.

Mãe - Boa tarde, é que eu estou com minha nenê passando mal, ela se engasgou, não está respirando.

Soldado - Não está respirando, senhora? A senhora não está vendo ela respirar, nada?

Mãe - Ela está roxinha.

Soldado - Só um minutinho, a viatura já deve estar chegando aí.

Mãe – Rápido, rápido.

Pai - Manda, pelo amor de Deus, traz uma pessoa rápido.

Do outro lado da linha, dois pais jovens, inexperientes e desesperados. Mariana tinha apenas dez dias de vida. Havia acabado de mamar e estava se sufocando com o leite.

"Eu gritei porque na hora que ela estava ao telefone´, eu estava na sala, ainda sacudindo minha filha, pedindo para ela voltar, chorando muito, sem saber o que fazer. Eu dizia: manda eles rápido, pelo amor de Deus. A minha filha, salva minha filha”, lembra o pai de Mariana, Charles Zander.

“Assim que eu desliguei, saí do meu posto de trabalho e fui conversar com meus colegas bombeiros. Perguntei a eles quanto tempo ia levar para uma viatura dos bombeiros chegar ao local. Ele me informou que ia demorar de 10 a 15 minutos. Aí eu tive que tomar a atitude por telefone", conta o soldado da PM (SC) Cilézio Ramos.

O soldado Cilézio, que não é socorrista, assumiu a responsabilidade de tentar salvar a vida do bebê.

Soldado - Seu marido está aí? Deixa eu falar com ele.

Mãe - Rápido, amor, aqui, atende aqui.

Soldado – Ô, "gurizão", a viatura já está indo para aí.

Pai - Pelo amor de Deus, cara!

Soldado - Não grita, se "tu quer" que eu te ajude. Pega essa tua criança, deixa ela de costas para ti. Com que ela se engasgou, cara?

Pai - Com leite, cara, está saindo leite pelo narizinho.

Soldado - Fica em pé, tá? Mas bem devagar, pega ela, coloca em pé, como se fosse dar um soquinho na barriga dela.

“Eu tinha medo de apertar a barriga dela com mais força e machucá-la, porque eu sabia que eu estava muito nervoso. Não foi fácil", diz o pai de Mariana.

Soldado - Abaixo do umbigo, dá um leve, pode dar um, dois toques, bem leves, certo? Vê se ela vai melhorar. Pode ficar comigo na linha.

Pai - Peraí. Em pé?

Soldado - Também pode ser sentado, pode sentar numa cadeira, coloca ela em pezinho, de bruços para ti, certo? De costas. As costas dela vão ter que pegar no teu abdome.

Pai - Está sentadinha.

Soldado - Pega, fecha tua mão embaixo do umbigo dela e aperta. Dá uma apertadinha com força, mesmo, para ver se ela consegue desengasgar aí, cara, vai. Vê se consegue.

Pai - Ela já está fazendo barulhinho. Deu um soluço.

Soldado – Deu um soluço? Beleza, "gurizão", é isso aí. Pode colocar teu dedo na boquinha dela, devagarinho, para tirar esse líquido, esse leite.

Pai - Ela está chupando meu dedo.

Soldado - Está chupando teu dedo? Beleza, meu. Beleza, "gurizão"! Que bom, cara! A viatura já vai chegar aí e você vai para o hospital, tá?

Pai - Obrigado.

Soldado - Pára de chorar, isso aí foi Deus que te tocou com tua calma, para que "tu salvasse" tua filhinha, beleza? Ela está chupando teu dedinho, tranqüila?

Pai - Tá. Pô, que bom, cara! Obrigado, cara, obrigado. Obrigado, cara.

Soldado – Eu estou chorando junto contigo, cara. A viatura já está indo para aí, tá?

“Nossa profissão é tão difícil. A hora que temos esses momentos, temos que dar valor”, afirma o soldado da PM Cilézio Ramos.

Situações assim são mais comuns do que se pensa.

"Essa criança mamou, o conteúdo do leite no estômago voltou, ela fez o refluxo e, como é muito pequenininha, este leite foi todo para o pulmão. Ela acabou se afogando e fez uma coisa que a
gente chama de broncoaspiração. Isto é, hoje, a primeira causa e mais importante de morte no primeiro ano de vida. A orientação do soldado foi correta, tanto que salvou a vida daquela criança. Numa situação semelhante, você deve pegar o bebê, colocá-lo contra o seu peito, colocar as mãos abaixo das costelas, mais ou menos na altura do umbigo, e comprimir contra você mesmo. Essa compressão vai fazer com que aquilo que está obstruindo, seja objeto, seja alimento, saia, desobstrua a via respiratória e a criança volte a respirar", explica o pediatra Cecim El Achkar.

O soldado-herói fez questão de conhecer a pequena Mariana, que ele ajudou a salvar. Juntos, relembraram os momentos dramáticos.

"Foram, eu acho, os três minutos e trinta mais longos da minha vida", afirma o soldado.

E todos se emocionaram ao ouvir, pela primeira vez, a gravação.

"Para ter uma idéia, a gente não contou nem para os nossos pais, porque sabíamos que iriam ficar muito chocados. A minha mãe soube agora. A gente chorou no telefone só de contar. Ninguém tinha ouvido esta história. Foi muito complicado”, conta o pai de Mariana, Charles Zander.

Mas agora o momento é de felicidade e agradecimento.

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